Quando a Internet dava seus primeiros passos, em 95, criei a Yes!Design, voltada para a produção na Internet, e virei um dos pioneiros da Web brasileira. Uns três anos depois, virei presidente da StarMedia no Brasil. Morei em Nova Iorque, participei do IPO da StarMedia e, em 2000, fundei com mais três sócios a Ideia.com, trazendo para o Brasil o conceito de Strategic Economic Network para projetos de Internet e Tecnologia. Hoje sou sócio da Sixpix (Fotosite, S/N, Pix) e do e-Lab SSJ. Sou empreendedor e aventureiro, no melhor dos sentidos - viagens de jipe mundo afora - e apaixonado por ambos. De empreendedorismo falo sem parar, escrevi um livro, publico um Blog semanal e dou palestras Brasil afora.
Eu adoro usar trechos de filmes em meus treinamentos / provocações / palestras pois na maior parte das vezes eles ilustram o que estamos tentando passar de uma forma muita mais completa do que nossas mil palavras ou do que aquela linda foto que achamos que resume tudo! Se a cena for bem escolhida então, a nossa aula ganha muito, pois acrescentamos um aspecto emocional, fundamental para que as pessoas abram seus canais e entendam o que estamos tentando passar a elas.
Tenho usado (já comentei aqui) um filme que é o próprio empreendedorismo – Oktober Sky (tem em algumas Blockbusters, O Céu do Outubro) – onde podemos acompanhar a história de 4 garotos que viviam em 1957 numa cidadezinha do interior dos EUA e, vendo o satélite russo Sputnik passar pelos céus pela primeira vez, resolvem montar foguetes eles mesmos e transformam essa idéia num sonho, num projeto e mudam suas vidas por conta disso.
Um dia depois de ter visto o Sputnik cruzar os seus de Coalwood, Homer, o personagem do filme, que é baseado na vida real (veja mais em www.homerhickam.com), anuncia para a família na mesa do café da manhã: “vou construir um foguete!” com o que eu chamo de certeza íntima empreendedora – sabe quando a gente sabe que vai dar certo e nem sabe bem por quê? – ou em outras palavras, com o maior brilho nos olhos!
E dá certo mesmo.
Ontem dei mais uma aula onde, como sempre, quis provocar os jovens talentos que ali estavam pra me ouvir, a enxergar o brilho nos olhos do Homer e trazê-lo para suas próprias vidas – vi uns 3 pares de olhinhos brilhando - YES!!! – e, por conta da sina empreendedora que se tornou um simples vôo de ponte-aérea Rio/São Paulo, acabei papeando com duas executivas do mercado financeiro, minhas vizinhas de espera aérea, mega bem vestidas, falando de negócios, de grana, de reuniões, e de filhos, maridos e escovas, e ouvi de uma delas que, mesmo chegando de volta a São Paulo quase as 10h da noite, ainda iria para um jantar de negócios com um cliente: “quando a gente faz o que gosta, não tem tempo ruim!”
Pois é, brilho nos olhos, brilho nos olhos, brilho nos olhos!