Seis meses atrás publicamos alguns números do mercado de fotografia digital, chamando a atenção para a liderança européia em volume de câmeras vendidas. As informações eram do relatório referente ao ano de 2006 da Camera and Imaging Product Association (CIPA), uma organização japonesa que reúne praticamente todos os grandes fabricantes, com as notáveis exceções da Kodak e HP.
Na última edição do relatório, que traz os números do primeiro semestre deste ano, a Europa praticamente perdeu a liderança, caindo de 35% para 32% do mercado, quase empatada com os inalterados 31% da América do Norte. O Japão também se manteve estável, com 12%. Um dos pontos percentuais perdidos pelo Velho Continente foi para o resto da Ásia, que passou de 16% para 17%.
Os dois pontos restantes vieram para a categoria “Outros”, que engloba América do Sul, África e Oceania e tem, agora, modestos 8% do mercado. É pouco quando comparado aos outros continentes, mas vale destacar que nossa participação no bolo cresceu 33% em seis meses e o volume de câmeras vendido pelos “outros” cresceu 87% - algo em torno de um milhão de máquinas fotográficas.
O mercado como um todo cresceu 27% em relação ao primeiro semestre do ano passado em número de produtos vendidos, mas apenas 11% em receita – o que indica a redução do preço médio das câmeras. Em compensação, a fatia que mais aumentou foi a das reflex digitais, que cresceram 75%, totalizando 3,5 milhões de unidades. O maior aumento foi na Ásia (exceto Japão): 136%.
Em tempo: para quem acha que a CIPA só serve para fazer relatórios de vendas de câmeras, vale dar uma olhada no rascunho das Recomendações para Especificações de Câmeras Digitais que a entidade está preparando. A proposta é nobilíssima: padronizar a forma como os fabricantes divulgam as características dos seus produtos, evitando que o consumidor seja enganado por artifícios como o zoom digital e falsos estabilizadores.