Anos atrás, na época das minhas duas primeiras câmeras digitais, comprei um teleconversor olho-de-peixe para experimentar com aquelas fotos distorcidas capturadas por esse tipo de lente. Sabe a imagem que você enxerga pelo olho-mágico da porta de casa? Uma olho-de-peixe, que nada mais é do que uma super-ultra-grande-angular sem correção de perspectiva, produz um efeito parecido.
O conversor em questão tinha um ângulo de visão de 183 graus e, com a ajuda de um software especializado, produzia fotos panorâmicas que retratavam uma esfera completa ao redor do usuário. O programinha de visualização permitia navegar dentro dessas bolhas virtuais, girando 360 graus, “olhando” para cima e para baixo e aproximando ou afastando o zoom virtual. Mas dava um trabalhão de fazer.
De lá para cá, várias soluções mais profissionais e/ou simples de usar chegaram ao mercado – inclusive a que o Google usou em seu StreetView, mas nenhuma deve ser tão acessível quanto a Bubblescope, uma câmera panorâmica automática que está para ser lançada na Inglaterra. A maquinha tem a lente voltada para cima, apontada para um espelho esférico que reflete o que está ao seu redor. O processador interno cuida do resto.
A julgar pelos exemplos do site, as imagens produzidas pela camereta de 3 megapixels têm péssima resolução – além de cobrirem apenas 104 graus verticais (não são uma bolha completa, portanto, e sim um cilindro). De qualquer forma, se não for muito cara, pode ser uma brincadeira bem divertida. E como usa cartão de memória SD e pilhas AA comuns, só será preciso gastar dinheiro na câmera.
Num futuro mais distante, outra opção para os fãs de fotos panorâmicas pode ser algo ainda menos convencional, como a Coolpix 360 ou a Câmera-peão, que gira em torno de um eixo sobre qualquer superfície plana. Ambas foram imaginadas pelos criativos da Yanko Design e ainda não passam de ilustrações conceituais, sem qualquer respaldo das marcas que ostentam. Mas que são interessantes, são!