De modo geral, as câmeras digitais compactas e as reflex são projetadas de formas bem diferentes. Nas primeiras, o design, facilidade de uso e número de megapixels (para impressionar os leigos) costumam vir em primeiro lugar. Nas reflex, a preocupação maior é com a qualidade da imagem – a começar pelos sensores maiores e baseados em tecnologias mais avançadas.
Só que, há pouco mais de um ano, na última Photokina, a Sigma anunciou uma câmera compacta que, em teoria, ofereceria a mesma qualidade de uma reflex. Batizada de DP1, a máquina teria uma lente fixa de 16,6mm equivalente a 28mm, de abertura máxima f/4, e usaria o mesmo CMOS Foveon X3 da SD14, tornando-se a primeira digital compacta a contar com um sensor de tamanho igual ao de um filme APS – em média dez vezes maior que os chips usados nas demais amadoras.
Em março deste ano, durante a PMA, a Sigma mostrou uma DP1 um tanto diferente do protótipo de setembro de 2006. Com um pára-sol esquisito e um visor externo preso na recém-incluída sapata de flash, a câmera ficou com um ar ainda mais retrô – mas continuava sendo um protótipo. Apesar do interesse que despertou nos fãs da fotografia, a DP1 continuava sem previsão de lançamento.
Pois esta semana, em uma atitude louvável, o presidente da Sigma, Kazuto Yamaki, publicou uma carta se desculpando pela falta de novas informações sobre a DP1. Infelizmente, apesar de dizer que começaram no início de novembro os testes alfa com aquela que deve ser a versão final da câmera, o executivo confessou que continua sem a menor idéia de quando a câmera pode chegar ao mercado.
Segundo o comunicado, os técnicos da empresa encontraram dificuldades no sistema de processamento das imagens e decidiram projetá-lo todo novamente. Alegam que as imagens estavam boas, mas não o suficiente para o que gostariam de uma câmera daquele nível. Os fãs da marca podem ter ficado tristes de ter que esperar mais pela SD1, mas se ela for mesmo tudo o que a Sigma promete, terá valido a pena.