
Algo que qualquer um que adquira uma câmera deve sempre ter em mente é que o fabricante nunca vende o pacote completo. Nas câmeras que vêm com baterias recarregáveis, é quase obrigatório comprar uma extra. Nas que não vêm, pilhas recarregáveis de NiMH e um carregador são a solução – o Supersonic Charger, da Sakar, é o mais rápido do mundo: deixa quatro pilhas AA especialmente projetadas para ele cheias de energia em apenas 8,5 minutos e custa US$ 60.
Se você ou o amigo fotógrafo estiverem para se meter em uma aventura na Amazônia ou qualquer outro local afastado da civilização, um carregador solar pode ser uma ótima providência. Existem vários modelos nessa categoria, mas nada tão sofisticado quanto o colete para gadgets da ScotteVest. A versão com painel solar custa mais de US$ 200, mas você nunca mais ficará sem bateria para seus eletrônicos novamente. Não durante o dia, pelo menos.
Memória nunca é demais
Já quando o assunto é armazenamento, vale lembrar que a memória que vem com a câmera – seja ela embutida ou um cartão – nunca é suficiente para fotografar de verdade. Como o preço dos cartões caiu muito nos últimos meses, sugerimos adquirir logo um de 512 MB ou 1 GB, mas nunca menos de 256 MB. Sem o benefício de fotografar à vontade, a fotografia digital não tem a mesma graça.
Ah, e para quem está se iniciando no mundo das reflex digitais, o conselho tem peso triplo. Primeiro, porque essas câmeras não vêm com memória alguma – se você não comprar um cartão, não poderá nem experimentá-las. Segundo, porque como as reflex costumam ser muito mais rápidas, a tendência é você começar a “largar o dedo” no disparador, capturando muito mais imagens de uma mesma cena do que antes.
Apesar da queda de preço da memória flash, quem realmente fotografa muito pode querer apelar para uma solução mais parruda: uma “carteira” ou “álbum” digital. Estes dispositivos, geralmente equipados com um microdrive ou um HD de notebook com capacidade para dezenas de gigabytes, permitem esvaziar os cartões de memória da câmera sem a necessidade de um computador – alguns contam até com telas de LCD para você selecionar as melhores imagens depois. Até no meio da Amazônia :-)
Lentes intercambiáveis são um assunto à parte
Já que citamos as SLRs, quem compra uma dessas logo descobre um novo buraco negro para engolir seu dinheiro: a compra de mais e mais lentes. Mesmo deixando o consumismo de lado, não dá para negar que a lente que costuma vir no kit de uma reflex qualquer não é lá grande coisa – você logo vai querer uma de melhor qualidade ou, no mínimo, com distâncias focais maiores, para “aumentar o zoom”.
O grande problema é que existem dezenas de opções de lentes que custam de US$ 70 a mais de US$ 10 mil, e o preço nem sempre é suficiente para identificar as melhores. Pesquisando um pouco, descobre-se que uma das melhores lentes Canon é justamente a mais barata de todas, a 50mm f/1.8. Ou que a Tokina produz uma zoom grande-angular de 19-35mm que ganhou o apelido de “Plastic Fantastic” por sua surpreendente qualidade em relação ao que custa: US$ 200, contra US$ 800 da rival da Canon. Mas a seleção de lentes é um assunto tão complexo que deixaremos para a semana (ou ano) que vem.