Escrevo a coluna desta semana em Muro Alto, recanto pernambucano próximo a Porto de Galinhas, onde vim parar por conta do Editor's Day, evento que a Intel promove há quase dez anos. É sempre uma bela oportunidade para saber mais sobre as tecnologias da empresa, entrevistar seus executivos e descansar um pouco da rotina tomando água-de-coco à beira da piscina, que ninguém é de ferro.
O assunto da coluna, porém, é fotografia. E os quatro dias no paradisíaco Summerville Beach Resort são, também, uma ótima chance de capturar fotos memoráveis. Logo na primeira tarde, tratei de tirar o equipamento da mochila e saí para dar uma volta na área de lazer do hotel. O sol já estava baixo e o céu, meio nublado, mas deu para sacar a foto que ilustra esta coluna, registrada com uma Canon Rebel XT e lente Sigma 10-20mm.
Além da ultra-grande-angular que, nesta câmera, equivale a uma 16-32mm, trouxe comigo mais duas objetivas, ambas Sigma: a fiel 18-50mm f/2.8 (equivalente a uma 28,8-80mm), minha lente do dia-a-dia, e a tele 70-300 APO (que vira uma 112-480mm), a mais fraquinha do kit (leia mais sobre a escolha de lentes para câmeras reflex). Isso sem falar no flash, um Canon 420 EX que foi direto para o cofre do hotel porque esqueci de carregar as pilhas e não trouxe o carregador.
Pois lá estava eu, na beira da praia, com câmera e mais duas lentes a tiracolo, quando um colega tira do bolso sua Nikon S4, uma camerazinha extremamente prática que será objeto de uma avaliação no Ponto de Teste nas próximas semanas. O assunto da conversa, imediatamente, passou a ser os prós e contras dos dois tipos de câmeras: a ultracompacta dele e a minha reflex (já falamos sobre tipos de câmeras e as peculiaridades das reflex em colunas anteriores).
De um lado, tínhamos, portanto, uma camerazinha de pouco mais de 200g e US$ 500, com zoom ótico de 10X. Do outro, um aparato cujo corpo apenas pesa mais de 500g, chega a uns 2 kg com as lentes e custou perto de US$ 2 mil. Se calcularmos o zoom total do kit, chegamos a impressionantes 30X (10-300mm), mas cada lente em separado não dá nem 5X (são 2X na 10-20mm, 2,7X na 18-50 e 4,3X na 70-300), e ainda há um “buraco” entre 50 e 70 mm (80 e 112, na verdade).
O ideal, obviamente, é ter as duas opções. O tal colega também possui uma reflex igual à minha, mas optou por deixá-la em casa nesta viagem e aliviar o peso da bagagem. Atualmente sem uma câmera compacta, minha opção seria não trazer nenhuma e perder belas fotos – como tem acontecido regularmente em festas e outros eventos sociais aos quais compareço “desarmado” por falta de disposição (ou segurança, infelizmente) para levar a tralha toda.
Com a compacta, perdem-se alguns recursos manuais, velocidade de disparo, sensibilidade à luz e, se as lentes da reflex forem boas, qualidade ótica. Mas ganha-se a capacidade de fazer filminhos e, claro, a portabilidade. Qual a melhor alternativa? Depende dos seus objetivos. De minha parte, na próxima viagem que farei – ao Canadá, em julho – novamente levarei toda a parafernália que me acompanhou até aqui. Mas aproveitarei os preços mais baixos para comprar uma compactazinha :-)