Continua a contagem regressiva para o evento anual da Photo Marketing Association International (PMA), que começa semana que vem. Depois de anteciparmos mais de 30 lançamentos da Nikon, Panasonic, Olympus e Samsung e antes de embarcarmos para Las Vegas para conhecer as novidades ao vivo, é hora de mostrar o que a Canon já anunciou que exibirá na feira. Depois, será a vez da Sony.
O modelo mais curioso da Canon, sem dúvida, é a Powershot TX1. Trata-se de um cruzamento de câmera fotográfica e de vídeo (ambas digitais, naturalmente) que promete ser tão bom em cada função quanto os aparelhos dedicados – diferente das câmeras atuais, que até são capazes de filmar (no caso das fotográficas) ou fotografar (no das filmadoras), mas nunca com a mesma qualidade de um modelo especializado.
Em números, isso significa 7 megapixels para as fotos e 1.280 x 720 pixels (720p widescreen) a 30 quadros por segundo, nos vídeos. Seu grande problema parece ser o armazenamento de dados em cartões MMC Plus e o fato de vir com um de ridículos 32 MB. Com preço estimado em apenas US$ 500, a camerazinha é diferente de tudo que existe hoje. Se funcionar bem, pode provocar grandes mudanças no mercado.
O corpo da TX1 é ultracompacto, como o das câmeras da linha SD, mas feito para ser usado na vertical – orientação típica das filmadoras MiniDV compactas. Isso significa que a lente (com zoom estabilizado de 10x, equivalente a 39-390mm) fica numa das faces mais estreitas, os controles foram quase todos espremidos na face oposta e o visor de LCD de 1,8 polegadas precisa ser destacável e giratório.
Lançamentos para amadores e profissionais
Para quem está atrás de uma câmera menos inovadora, a Canon anunciou outros quatro modelos – dois na linha SD, de ultracompactas, e dois na família “A”, composta por câmeras maiores e mais acessíveis. Todas elas de 7 megapixels, a resolução que parece estar se tornando a mais popular na indústria, e com alta sensibilidade à luz (ISO 1600), outra tendência marcante nos lançamentos recentes.
A dupla A560 e A570IS tem zoom de 4X, LCDs de 3,5 polegadas e foco com prioridade facial – recurso até então presente apenas nos modelos mais caros da marca. As principais diferenças entre as duas são o estabilizador de imagem (daí o “IS”), os controles manuais e o suporte a teleconversores (lentes acessórias fixadas à frente da objetiva da câmera) – todos recursos presentes só na A570IS.
Os modelos SD750 e SD1000, ambos com zoom de 3X sem estabilizador, também não trazem grandes novidades. A primeira se destaca por ser a mais fina Canon até hoje, com menos de 2cm de espessura, enquanto o modelo maior tem como chamariz o LCD de 3 polegadas. Por mais que gostemos da Canon, não dá para ficarmos empolgados com nenhuma das duas.
Já para os fotógrafos profissionais, a grande novidade é a versão “Mark III” da reflex EOS-1D. A supermáquina agora combina resolução de 10 megapixels com velocidade de disparo de 10 fotos por segundo e ISO máximo de 6400. Chega em abril pela bagatela de US$ 4000 e vem acompanhada de alguns novos acessórios (não incluídos no preço) – de lente a transmissor de arquivos sem fio.