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Caçadores de tendências

Pague o que quiser
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Mais Sobr José Maria Granado, Jonathan Benarrós e Ricardo Dolla - 21/01/2008
José Maria Granado, Jonathan Benarrós e Ricardo Dolla
Criadores do TrendHunter, blog que discute tendências de comunicação

Em outubro do ano passado, a banda de rock Radiohead lançou uma nova etapa no negócio da música. Com o nome de peso do pop e com milhões de cópias vendidas na carreira, a banda colocou o álbum In Raiwnbows na Internet ao preço que o fã ou qualquer interessado decidisse.

O sétimo álbum da carreira do grupo foi recebido com espanto pela forma de levar a música ao ouvinte. A média que os fãs pagaram pelo disco é de 4 euros. O Radiohead pode ter faturado cerca de 10 milhões de dólares com os downloads.

Mas nem tudo era de graça. A banda vendeu um box com o disco no formato físico, um vinil duplo e um CD multimídia com sete faixas extras, letras, imagens e outros itens. O pacote ficava por 40 libras. Os fãs adoraram.

Especialistas no negócio da música dizem que há uma radicalização para os dois lados: o reconhecimento de que o valor da venda tradicional de um trabalho perdeu muito nos últimos seis anos e o lado da aproximação maior com os fãs, que estão dispostos a pagar uma quantia superior por versões diferenciadas dos discos. Oaisis, Jamiroquai e Nine Inch Nails já se inclinam a um modelo de comercialização parecido.

Mas a idéia de “pagar quanto quiser” já era praticada por alguns restaurantes no mundo. Na Áustria, o restaurante Der Wiener Deewan, convida seus clientes a pagarem o quanto quiserem pela refeição. O cardápio oferece cinco opções de pratos paquistaneses, sendo que três são vegetarianos e apenas o preço das bebidas é fixo. O restaurante diz que a maioria paga o preço justo pelo prato e não sofre tanto com os “aproveitadores”. Restaurantes como: Lentil As Anything, em Melborne; One World Café, em Salt Lake City, e SAME Café, em Denver, também adotaram este novo conceito de négocio.

A revista norte-americana Paste também quis testar a sua popularidade. Durante duas semanas, a publicação foi oferecida por um cadastro online para quem quisesse assinar a revista por um ano. O preço, desde que seja acima de US$ 1,00, foi aquele que cada um quisesse pagar. O pacote, além de 11 exemplares da revista, incluía também 11 CDs.

Esse conceito vai ser cada vez mais explorado em diversas áreas de negócios. É fato que deste modo nenhum produto ou serviço poderá ter qualidade baixa. Deste modo os consumidores sempre saem ganhando. Aqui no Brasil acho que poderia ser um pouco complicado aplicar este sistema, já que o brasileiro sempre quer tirar vantagem em tudo. Mas quem sabe seria o começo para mudar essa mentalidade. Quem vai querer apostar?






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