Há alguns meses, falamos sobre as câmeras reflex, ou SLR, aquelas geralmente grandalhonas e sempre equipadas com lentes intercambiáveis. Naquele momento, foi como se dividíssemos o mercado de digitais em câmeras reflex e não-reflex. Hoje vamos falar mais um pouco sobre a classificação destas, tradicionalmente conhecidas como compactas.
A coisa é meio confusa porque, independente de seu tamanho, quase toda câmera digital não-reflex é dita compacta – logo, existem câmeras enormes para os padrões atuais que, tecnicamente, são consideradas compactas. Como definir, então, aquelas câmeras minúsculas, cada vez mais populares, muitas vezes do tamanho de um cartão de crédito? Simples: a estas convencionou-se chamar de subcompactas ou ultracompactas.
Portabilidade
É o caso da Canon S500 e da Nikon S1, avaliadas no Ponto de Teste. Esse tipo de câmera tem na extrema portabilidade seu maior atrativo (o visual sofisticado também é um fator quase sempre presente). Por outro lado, costuma ter o zoom ótico muito limitado – até 3X – ou mesmo inexistente. Por mais que a tecnologia de lentes esteja evoluindo, ainda é complicado enfiar uma objetiva mais longa em uma câmera tão pequena.
No outro extremo, temos as câmeras ditas SLR-like, de corpo volumoso e lente avantajada (mas não intercambiável), geralmente semelhantes a uma câmera reflex (daí o SLR-like), ainda que não o sejam. Bons exemplos são a Canon Pro1, a Olympus 8080 e a Sony F/828. Os primeiros representantes desse segmento tinham zoom de 3X e 4X, mas hoje 5X é o mínimo, sendo que fatores como 7X, 8X e até 10X ou 12X estão se tornando a norma.
Originalmente, as câmeras dessa categoria eram todas amadoras avançadas, semiprofissionais ou prosumer, voltadas para entusiastas da fotografia interessados em controles manuais e ampla variedade de recursos. Hoje em dia, vários fabricantes já oferecem câmeras desse tipo, ainda que mais compactas, com zoom poderoso, sem tantas firulas manuais e claramente voltadas para o fotógrafo casual. São as amadoras "superzoom", como a Canon S1-IS e a Kodak DX-7590.
Assim como elas, as câmeras médias – nem ultracompactas, nem SLR-like – também podem ser classificadas em básicas/point and shoot (aponte e dispare) e avançadas (prosumer). A diferença principal, obviamente, está na gama de recursos manuais, mas outros aspectos, como o material de que é feito o corpo (metal ou plástico), a abertura máxima da lente, a variedade de acessórios e a possibilidade de acoplar flashes externos também define quem é amadora e quem é prosumer. Sem falar no preço, é claro: as prosumer recém-lançadas costumam custar entre US$ 500 e US$ 1000, enquanto as point and shoot ficam sempre abaixo dos US$ 500.
Qual é melhor pra você?
Qual delas é a mais indicada para você? Depende de seus objetivos com a fotografia! Se a intenção é se profissionalizar ou levar o hobby muito a sério, as SLRs digitais, cada vez mais baratas, já podem ser consideradas a primeira opção, mas uma prosumer SLR-like também é uma ótima pedida, principalmente por ser quase sempre mais compacta e oferecer um bom alcance de zoom sem a necessidade de investimento em lentes.
Se, por outro lado, seu objetivo é estritamente amador, para fotos de festinhas e viagens sem grande compromisso ou pretensão técnica, as amadoras point and shoot, sejam elas ultracompactas, compactas ou superzoom são as melhores opções. Dentre elas, as compactas “normais” são as mais acessíveis – escolha uma delas se a grana estiver curta. Com um pouco mais de verba, parta para uma ultracompacta, se você pretende levar a câmera para todo lugar e precisar que ela caiba no bolso ou na bolsa, ou para uma superzoom, se o seu objetivo for fotografar imagens mais distantes e a portabilidade não for uma questão crítica.