São Paulo, 16 de outubro de 2008 - Depois do surgimento da internet, privacidade é algo que não mais existe, mas deveria ser motivo de preocupação por parte tanto de profissionais de TI como dos usuários. Essa foi a mensagem principal de Steve Riley, estrategista de segurança sênior da Microsoft, em apresentação neste último dia do Tech-Ed 2008, em São Paulo.
Para ele, a melhor definição de privacidade seria simplesmente “o direito de ser deixado sozinho”. Mas, ao contrário, é algo que não acontece mais nem no mundo real, por conta de chips corporais de monitoramento, satélites ou até mesmo celulares ligados.
No mundo virtual, o usuário é monitorado na empresa onde trabalha e pelos próprios provedores de acesso, que têm logs registrando o tráfego de internet, além de mensagens, anexos e sites pessoais, explica Riley.
Quando vai realizar uma compra online, a pessoa precisa se identificar, mas não tem como saber o tratamento que será dado às suas informações pessoais, como nome, endereço e número do cartão de crédito. Até as etiquetas do tipo RFID (utilizadas para controle de mercadorias e em alguns tipos de passaporte, por exemplo) poderiam ser utilizadas para fins de localização com um dispositivo leitor específico.
“A informação hoje se move mais rápido e em maior quantidade”, explica Riley, dando o exemplo de pen drives ou arquivos enviados via webmail mas salientando que, em geral, os usuários não se preocupam com a segurança dessas informações.
Ele destacou também a importância de os arquitetos e desenvolvedores criarem e construírem soluções com recursos que contribuam para manter a privacidade em primeiro lugar.