São Paulo, 10 de novembro de 2008 – Um estudo feito por duas universidades dos Estados Unidos revela como os spammers ganham dinheiro, apesar de receberem, em média, apenas uma resposta a cada 12,5 milhões de e-mails enviados.
Para realizar a pesquisa, sete cientistas de computação das Universidades da Califórnia e de San Diego se infiltraram em uma rede de spammers chamada Storm Network, que usa mais de 1 milhão de computadores zumbis na web para enviar as mensagens do golpe.
Ao usar esses bots, a equipe de pesquisadores controlou mais de 75 mil máquinas para conduzir uma campanha falsa de spams. "A melhor maneira de medir o spam é se tornar um spammer", diz o estudo.
Após 26 dias e aproximadamente 350 milhões de mensagens de e-mail, somente 28 vendas foram efetuadas, segundo a pesquisa. Mesmo com uma taxa de resposta menor do que 0,00001%, o relatório ainda estima que os controladores de uma rede do tamanho da Storm Network ainda ganham aproximadamente US$ 7 mil em um dia, ou cerca de US$ 3,5 milhões durante um ano.
"Os números dependem muito do país e dos assuntos que estão em alta no momento. Normalmente, um spammer usa temas atuais. No Brasil, por exemplo, os spams falam do nosso mercado. Os golpes usam a restituição do imposto de renda e fotos de famosos ou pedem dados bancários da vítima", afirma Paulo Vendramini, especialista em segurança da Symantec.
Fluxo de spams diminui em outubro
Segundo um relatório da Symantec, os spammers tomaram proveito da crise econômica mundial e da eleição nos Estados Unidos para enviar mensagens relacionadas a temas econômicos.

No mês de outubro, os spams representaram 76,4% dos e-mails monitorados no mundo inteiro, apresentando redução em relação ao mês de agosto, quando a taxa ficou em 80%.
O Brasil, que origina 3% de todas essas mensagens, está em sétimo lugar. O ranking é liderado pelos Estados Unidos (29%), seguido por Turquia (8%) e Rússia (7%).
"Essa média entre 60% e 80% não é rara, independentemente do segmento do spam. Além disso, o número de ameaças está crescendo. No segundo semestre de 2006, a Symantec tratou mais de 74 mil ameaças. Já no segundo semestre de 2007, o número já estava em 500 mil", ressalta Vendramini.