São Paulo, 12 de julho de 2006 – Os sites eefoof e o Lulu TV, rivais do YouTube, vão dividir receita publicitária com o usuário de acordo com audiência gerada a partir do vídeo que ele postou. Atualmente, parece difícil competir com o YouTube - site que alcançou 20 milhões de usuários habituais. Mas o eefoof e o Lulu TV pretendem abocanhar, pelo menos, parte dessa audiência mudando o modelo de negócios.
Os slogans são “Faça. Publique. Lucre” e “Seja visto. Seja pago”. Ou seja, esses sites querem dar retorno financeiro a quem coloca o verdadeiro conteúdo nas páginas de compartilhamento de vídeos. Por enquanto, o YouTube só hospeda esse conteúdo gratuitamente.
"Se as pessoas forem colocar vídeos em outros portais, não ganharão nada. No eefoof, elas podem obter algum dinheiro", argumenta o gerente do portal, Kevin Flynn em entrevista ao site News.com. No eefoof, para receber um percentual da receita publicitária, o usuário deve gerar pelo menos US$ 25 (R$ 55) em propaganda.
As pretensões do Lulu TV são um pouco mais complexas, mas podem representar, em longo prazo, mais lucros. Para arquivar os vídeos de um usuário, o Lulu TV quer cobrar uma mensalidade de US$ 14,95 (R$ 32). Cerca de 80% do valor pago por todos os usuário é acumulado em um fundo que repassa esse dinheiro aos autores dos vídeos que tiverem as maiores audiências.
De acordo com Bob Young, executivo da Lulu Enterprises, esse modelo se aproxima do praticado pelas grandes redes de televisão, onde as emissoras adquirem conteúdo de diferentes produtoras e o sucesso dessas mesmas produtoras depende da audiência que elas conseguem abocanhar com seus programas.
São novas formas de explorar o boom dos vídeos na Internet. Por ser um fenômeno extremamente recente, nada impede que os modelos elaborados pelo eefoof ou pelo Lulu TV dêem certo - o desafio de superar o YouTube, porém, é grande.