São Paulo, 31 de agosto de 2007 - O uso do celular poderá ser proibido durante as aulas nas escolas públicas e privadas do Estado de São Paulo. É o que prevê o projeto de lei 132/2007 de autoria do deputado estadual Orlando Morando (PSDB-SP), aprovado esta semana pela Assembléia Legislativa.
A proposta será encaminhada para o governador José Serra e se for aprovada, entrará em vigor no prazo de 90 dias. O projeto inicial proibia o uso de celular somente nas escolas públicas e vetava a entrada de alunos com terminal nos estabelecimentos de ensino. Mas acabou recebendo duas emendas. Uma estendendo a medida para os colégios particulares e a outra que limita o uso do aparelho somente na sala de aula.
Segundo o Morando, com popularização do celular, muitos estudantes são usuários de um terminal móvel. Alguns abusam, atendendo ligações durante as aulas, tirando a concentração da classe. Outros até utilizando o aparelho para passar cola por meio de SMS. Muitos deixam o celular no modo silencioso e não resistem quando recebem uma ligação, atendem sussurrando em voz baixa. Os professores acabam tendo dificuldade para controlar essa geração high tech.
O deputado afirma que o celular está prejudicando o aprendizado dos alunos na escola, mencionando estudos que apontam que o terminal compromete o desenvolvimento e a concentração. Outro argumento dele é o relato de professores que dizem que há uma significante diminuição no rendimento escolar, depois que o aparelho ficou popular entre os jovens.
As reclamações se estendem e, segundo os professores, os alunos utilizam o celular para práticas que não pertencem ao meio escolar, se distraem e se divertem com os jogos do aparelho, gravam conteúdos das provas que são usados para cola. Outro ponto que desfoca o aprendizado dos alunos é o exibicionismo. O celular é considerado um objeto de “status” entre eles.
Morando considera que a lei é de extrema necessidade para que a avaliação da educação do Estado não seja comprometida. “Se queremos uma educação de qualidade devemos conscientizar os alunos e os pais que o uso do celular deve ser restrito”, defende o parlamentar