São Paulo, 18 de dezembro de 2007 – A operadora de telefonia celular Vivo venceu nesta terça-feira, 18/12, o leilão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para a primeira das quatro licenças para concessão de serviço de 3G (terceira geração) para celulares na região 1. Isso significa que a prestadora poderá levar a tecnologia de banda larga móvel para os estados da Bahia, Sergipe, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A proposta vencedora da Vivo foi de cerca de R$ 310 milhões, o que significa um ágio de quase 90% sobre o preço mínimo, que era de pouco mais de R$ 163 milhões.
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O leilão inclui as faixas freqüências 2.1GHz e 1.9GHz de terceira geração. Nove proponentes participam da concorrêcia para prestar o serviço móvel de acesso à Internet em banda larga. Elas concorrem a 36 lotes em 11 áreas. Com essa formação, haverá a presença de quatro prestadoras por área, o que deverá provocar uma multiplicação de ofertas e uma conseqüente queda dos preços. Além da Vivo, mais sete operadoras apresentaram propostas para Anatel. São elas: Brasil Telecom, Claro, CTBC, Nextel, Telemig Celular, TIM, Oi.
Regras da Anatel
De acordo com as regras da Anatel, as operadoras terão o prazo de dois anos para que tenham 80% da área urbana coberta para serviços de banda larga móvel. Ao longo do tempo o serviço será levado para outras cidades, mas não antes de oito anos todo o País contará com cobertura 3G.
Nos primeiros oito anos após a assinatura do termo de adesão, as empresas estarão comprometidas com obrigações de abrangência na prestação do serviço. Em dois anos, diz o regulamento da Anatel (Agência Nacioanl de Telecomunicações), todo o Brasil terá cobertura de telefonia celular.
Para atender aos municípios menores, as operadoras poderão optar por utilizar rede particular - nesse caso, cada prestadora de serviços terá obrigação de atender a 25% das cidades - ou por rede compartilhada operada por terceiros - dessa forma, as autorizadas das quatro faixas deverão cobrir 100% dos municípios da região.
Em dois anos, todas as capitais dos estados, o Distrito Federal e as cidades com mais de 500 mil habitantes terão cobertura total (por definição, cobertura total corresponde a 80% da área urbana) para serviços de banda larga móvel. Ao fim de quatro anos, todos os municípios com mais de 200 mil habitantes deverão ter Internet rápida sem fio.
Passados cinco anos, 50% dos municípios com população entre 30 mil e 100 mil habitantes e 100% daqueles acima desta faixa estarão aptos a utilizar esses serviços. Ao fim do oitavo ano, pelo menos 60% das cidades com menos de 30 mil habitantes terão a tecnologia disponível. Ao todo, cerca de 3,8 mil municípios brasileiros terão banda larga sem fio.
Outra novidade do edital é a junção de áreas de elevado interesse com áreas menos atrativas. As prestadoras que obtiverem o lote referente à região metropolitana de São Paulo deverão adquirir, também, os pacotes que englobam a área Amazônica (Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Roraima). As adquirentes das ofertas que abarcam o interior paulista deverão, por sua vez, comprar faixas do Nordeste.