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Multimídia e games

Tutorial: Battlefield 2 - Parte 1
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Julio Preuss - 04/01/2006 - 10:58

Sucessor dos aclamados Battlefield 1942 e Battlefield Vietnam, o game popularmente conhecido como BF2 está atualmente entre os maiores sucessos do segmento de tiro em primeira pessoa: vendeu mais de 1 milhão de cópias nos primeiros meses e continua lotando servidores de jogo online no mundo todo, apesar dos pesados requisitos para rodá-lo adequadamente.

Apesar dos bugs ainda sem correção na versão 1.03, este é provavelmente o maior problema do BF2: o game pede uma placa de vídeo poderosa, o que é até compreensível, e devora memória RAM como nenhum outro programa. Jogar sem lag – aquelas travadas irritantes normalmente associadas à instabilidade da conexão – só costuma ser possível para quem tem pelo menos 1 GB de memória, sendo que o ideal para não ficar horas esperando cada cenário carregar são absurdos 2 GB!

Fome de recursos

Toda essa fome de recursos acaba compensando: os gráficos do jogo são excelentes, principalmente para quem tem um computador capaz de exibi-los perto da qualidade máxima. Vale a pena experimentar no modo individual, menos exigente, mesmo que depois seja necessário baixar o nível de qualidade para jogar na Internet, onde os mapas para até 64 jogadores prometem uma canseira ao micro.

Essa diferença, por sinal, afeta (e muito) as características do jogo. Por melhor que você seja no modo individual – e é altamente recomendado treinar bastante nele antes de se aventurar na Grande Rede –, os combates multiplayer serão uma experiência totalmente diferente. Não apenas porque os jogadores humanos são muito melhores (com algumas exceções) que os “bots”, mas porque os mapas mudam significativamente – do tamanho e número de bandeiras à posição de algumas delas.

Kits determinam classes

O objetivo deste tutorial não é ensinar ninguém a jogar um game de ação 3D nem vai tornar os já iniciados no BF2 invencíveis. A idéia é reunir aquelas dicas que os que estão começando, mesmo com experiência em outros títulos do gênero, acabariam aprendendo à força, depois de apanhar muito e passar vários vexames. Para tanto, vamos apresentar os vários “kits” que determinam as classes do jogo e apontar algumas estratégias para cada um. Naturalmente, os fãs do jogo terão muitas outras dicas para compartilhar – não deixem de fazê-lo na área de comentários!

Assault: operário do exército moderno, esse soldado de infantaria não é muito especializado em coisa alguma, mas tem poder de fogo para causar muita dor de cabeça nos adversários. No jogo, isso fica evidente principalmente no lança-granadas acoplado aos fuzis de assalto, inexistente em qualquer outro kit e o favorito dos iniciantes, o que lhe rendeu o apelido de “noob-tube”.

A arma os torna capazes de matar (às vezes a si próprios) com um único tiro não muito certeiro, mirado no chão – prática malvista pelos jogadores experientes e que costuma render belas críticas, assim como as táticas de saltar incessantemente (“bunny-hopping”) ou pular e deitar no ar (“dolphing-dive”)  para não ser atingido, comuns aos jogadores chamados pejorativamente de “gazelas” e válidas para todos os kits.

Ao ganhar uma promoção de patente a partir da segunda (conquistadas aos 150, 500, 800, 2,5 mil, 5 mil, 8 mil, 20 mil, 50 mil e 200 mil pontos), o jogador pode desbloquear uma arma especial de um dos kits (“unlock”). A do Assault é o fuzil G3, um pouco mais poderoso que os fuzis básicos, mas menos preciso e desprovido do lançador de granadas, substituído por granadas de mão como as de todas as demais classes. O Assault conta também com granadas de fumaça exclusivas, úteis para desorientar o adversário na hora de invadir um prédio ou encobrir uma fuga.

O upgrade pode ser interessante para jogadores no exército americano, já que o M16A2 básico requer quatro tiros para eliminar um inimigo e só atira em rajadas de três, enquanto o G3 e os AK 47 e 101 dos chineses e árabes matam com apenas três e têm modo totalmente automático, mas sua taxa de disparo é menor. De qualquer forma, resista a sair atirando sem parar: todas as armas do jogo perdem precisão em rajadas maiores, tornando muito mais eficazes as sequências curtas de tiros, em especial se disparadas em posição ajoelhada (“crouch”) ou deitada (“prone”).

Anti-tank: esses “bazuqueiros” podem ter a arma mais imponente do jogo e transmitir grande sensação de poder ao disparar seus foguetes apoiados no ombro, mas a munição limitada a cinco rojões, o longo tempo de recarga, o rastro de fumaça que deixam no ar (facilitando sua localização) e o fato de precisarem de pelo menos três tiros para explodir um tanque os torna muito menos eficazes do que seus adeptos gostariam.

Seus foguetes sequer são muito eficazes contra infantaria (ah, que saudades do Doom!), mas têm seus pontos positivos: acerte um deles no interior de um helicóptero de transporte lotado e você pode matar todos os passageiros de uma vez – idem para um tiro certeiro em um jipe ou veículo similar. Contra tanques, a dica é mirar na torre do canhão ou nas esteiras, mais sensíveis do que as chapas blindadas – por sua vez mais resistentes na frente do que nas laterais e na traseira.

Tenha em mente que, ao apontar seu lança-foguetes para um blindado, seu motorista receberá um sinal de alerta e tentará escapar – em alguns casos liberando uma nuvem de fumaça. Uma alternativa é disparar o foguete um pouco acima do tanque e manter o botão pressionado, o que lhe permite guiar o projétil ao longo da trajetória. Quando ele estiver chegando ao seu destino, abaixe a mira para atingir o alvo de cima para baixo, causando ainda mais danos e reduzindo as chances de defesa.

O upgrade desta classe, uma escopeta DAO-12 com estojo giratório para 12 cartuchos extremamente letal à curta distância, desde que sejamos rápidos no gatilho (ou melhor, no mouse), é significativamente melhor que as medíocres submetralhadoras básicas, mas não figura entre os “unlocks” mais desejados do jogo. Se a função principal do Anti-tank é enfrentar blindados, seria preferível que o upgrade fosse para o lança-foguetes, e não para a arma convencional.

Engineer: ser engenheiro do exército no BF2 não tem o status da vida real, mas o torna muito valioso para o time. Esta classe é responsável por manter em funcionamento o maquinário de guerra da equipe, consertando veículos e estruturas da base com sua chave de boca “mágica” e acumulando pontos por isso. O melhor é que se você estiver dentro de um veículo, consertará automaticamente todos os itens avariados nas proximidades, transformando-se em uma espécie de oficina móvel.

De quebra, os engenheiros ainda são equipados com cinco minas antiveiculares. Coloque algumas delas no chão, em uma curva da estrada, em pântanos ou logo depois de uma rampa e os veículos inimigos só se darão conta do perigo quando for tarde demais. Você também pode remover minas com a chave de boca ou colocá-las sobre veículos de uma base inimiga – quando eles se moverem, Bummm!!!!!!

Só tome cuidado para não bloquear o acesso a uma base aliada, pois embora seus colegas sejam alertados para a presença das minas por ícones com uma caveira vermelha, muitos acabam passando por cima delas assim mesmo. Pior: ainda têm a cara de pau de optar por punir você (apertando page-down quando o computador pergunta se você quer perdoar o assassinato), o que só deveria ser feito em “team-kills” propositais.

O “unlock” dos engenheiros é o MK3A1, também chamado de Jackhammer (ou “britadeira”) - uma escopeta automática que dispara sete tiros em pouco mais de um segundo. É melhor que as escopetas manuais do kit básico (sem o upgrade), mas continua sendo altamente imprecisa, tornando-se inútil exceto a curtíssimas distâncias, e demora bastante para ser recarregada.

Medic: o nome não deixa dúvida – esta é a classe responsável pela saúde do exército. Diferente de outros jogos de ação, em que caixas de “health” recuperam automaticamente personagens feridos, na série Battlefield isso é tarefa para um jogador especializado. Basta selecionar a “arma” estojo de primeiros socorros e ficar perto da vítima, para que sua saúde (e a do próprio médico, se for o caso) melhore gradativamente e você ganhe pontos por isso.
Mas esta não é a única opção: você também pode arremessar estojos pelo chão, para curar totalmente o soldado que os “pegar” - o problema é que isso vale tanto para os amigos, quanto para os inimigos. E, assim como o engenheiro em relação às máquinas, um médico a bordo de um veículo cura as pessoas ao seu redor – tanto que o veículo em questão passa a exibir um ícone de cruz-vermelha, transformando-se em “ambulância”.

O médico conta ainda com um desfibrilador portátil, usado para ressuscitar companheiros mortos há pouco tempo (exceto os atingidos diretamente por artilharia ou dentro de um veículo), o que rende muitos pontos, ou matar inimigos à queima roupa (como as outras classes fazem com a faca), o que rende muita satisfação pessoal.

Companheiros “ressuscitáveis” são indicados no minimapa por um ícone vermelho com um raio no meio. Se estiverem próximos de você, corra até lá para realizar sua boa ação, mas nunca deixe de olhar em volta para ver se quem matou seu amigo não continua por perto, pronto para aniquiliar vocês dois assim que eles estiver de pé novamente.

As armas-padrão dos médicos são muito semelhantes às dos soldados de assalto, exceto pelos lançadores de granadas. Seu “unlock”, no entanto, é um tanto controverso. Há quem considere o L85A1 um dos mais precisos fuzis do jogo, mas suas especificações indicam o contrário, principalmente em modo automático. De qualquer forma, a mira telescópica que o acompanha vai agradar os candidatos a sniper, embora a alça de mira em “V” e a falta de precisão da arma comprometam seu uso em longa distância.







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