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Tutorial Linux: primeiros passos do pingüim
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Julio Preuss - 21/11/2006 - 17:25
Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

Quem quer fugir da “ditadura” dos softwares proprietários, pelos quais somos obrigados a pagar pequenas fortunas, tem uma opção cada vez mais popular: o Linux. Na verdade, as opções são muitas. Por ser um programa de código aberto – em que qualquer pessoa pode modificar sua programação – há várias versões diferentes do Linux (também chamadas de “distribuições” ou “distros”), cada uma voltada para um tipo específico de usuário.

No nosso caso (usuários iniciantes), isso não faz muita diferença, já que praticamente todas as versões vêm com os programas mais comuns para as necessidades de uma pessoa “normal”. Há o OpenOffice (que, em sua versão Windows, já foi assunto de um teste nosso), além de programas para edição de imagens, como o Gimp (já abordado em um tutorial), gravação de CDs e DVDs, jogos e tudo o que é preciso para navegar na internet.Figura 1

Para instalar o Linux, qualquer que seja a versão escolhida, será necessário obter os CDs ou o DVD com o programa de instalação. Isso pode ser conseguido baixando o arquivo diretamente da Internet (Figura 1), comprando alguma revista que venha com o disco, ou até mesmo recorrendo a uma versão vendida por qualquer camelô (como o programa não é pago, isso não é considerado pirataria).

Nada muito diferenteFigura 2

A instalação é muito similar à do Windows: é só colocar o cd/dvd e escolher a instalação na versão gráfica (há a possibilidade de instalar em versão texto, mais complicada), clicando em ENTER (Figura 2). Depois disso, é só deixar que o programa de instalação reconheça todos os componentes do seu micro e comece a copiar os arquivos, pedindo no máximo uns dois cliques nos botões “Avançar”.

Uma boa idéia é instalar o Linux em um disco rígido vazio e não tentar o dual boot (que também já foi assunto de um tutorial), que permite escolher em qual sistema logar (Windows ou Linux), pois os dois sistemas nem sempre se comportam bem. Algumas vezes instalar os dois sistemas em um mesmo HD ou habilitar o dual boot pode significar um desastre. Sendo assim, melhor deixar o Linux só, pelo menos até termos mais familiaridade com ele. No WNews, você confere um passo-a-passo para formatar a sua máquina.

Para o nosso tutorial, escolhemos o Fedora Core 5 (que pode ser baixado de http://fedora.redhat.com/), uma das versões mais atuais e estáveis do Linux. O processo de instalação é fácil e razoavelmente rápido. Tudo muito parecido com o Windows até aqui.

As configurações básicas (idioma, local, data, etc) não exigem nenhum grande esforço, pois o Fedora já configura praticamente tudo baseado na sua escolha de idioma. Para não se complicar, escolha sempre as opções padrão, que são mais que suficientes para não deixar ninguém decepcionado. Mas não se preocupe: claro que sempre há a possibilidade de acrescentar mais aplicativos após a instalação.

Usuário raiz e usuários comuns

Uma das poucas diferenças é que você vai ser obrigado a criar uma senha para o usuário “root” (raiz), que é o equivalente ao Figura 3administrador do Windows (Figura 3), e a criar uma conta de usuário, que é a que deve ser usada por você, por questões de segurança. Logando sempre como um usuário “comum”, a chance de alguém tentar invadir o seu micro ou de ser infectado por algum vírus é mínima.

Na verdade, esta é apenas uma precaução e funciona exatamente da mesma maneira que as contas de usuários que são criadas no Windows, permitindo que cada pessoa possa personalizar sua área de trabalho e demais itens. Personalizar é realmente um dos destaques do Linux. Cada versão traz pelo menos duas alternativas de “modelos” de desktop. Algo como as skins que se usam em programas como Winamp ou Firefox. Vale a pena dar uma olhada em todos e escolher o que mais agrada.

A área de trabalho e os aplicativos

Agora que a instalação já acabou e você já logou, de preferência com uma identidade diferente da root, é que as coisas deveriam se complicar. Na verdade, com a exceção de algumas poucas diferenças de nomenclatura, tudo é muito familiar. Lá estão a lixeira, o ícone do “Meu Computador” e a barra de atalhos, com o relógio o ícone de som e os ícones dos aplicativos do OpenOffice. Na barra de ferramentas há vários menus, como o Ferramentas. Nele encontramos:

Acessórios – Lá estão a calculadora, um compactador de arquivos no estilo Winzip, dicionário, etc.

Escritório – Onde encontramos o processador de textos, calendário e um gerenciador de tarefas, por exemplo.

Ferramentas de Sistema – É aqui que, entre outras coisas, podemos modificar as configurações do sistema e encontrar um atalho para o programa de atualização de softwares.

Gráficos – Apesar de alguns nomes incomuns, nesse menu encontramos um editor de imagens e um visualizador de arquivos gravados no formato PDF.

Internet – Programas para e-mail, voz sobre IP (VoIP), IRC (Chat), um utilitário de mensagens eletrônicas que pode se conectar aos softwares mais populares (ICQ, MSN e Yahoo!, por exemplo) e uma versão do navegador Firefox. Tudo o que é preciso para que ninguém fique com saudades da grande rede.

Jogos – Dependendo do “sabor” do Linux, os títulos são diferentes. Alguns jogos são razoáveis e outros bem bobinhos. Mas os clássicos como Campo Minado e FreeCell estão lá.

Programação – O que menos interessa aos “mortais”. Há um editor para quem faz programação.

Som e Vídeo – Há reprodutores de CD, vídeo e até um programa para ripar músicas de cds.

Alguns detalhes que precisam ser notados

O Fedora Core, a partir da sua versão 3, já vem com um software para a criação de CDs e DVDs, no qual é preciso apenas arrastar os arquivos e clicar no botão “Gravar no disco” (Foto 5). Apesar disso, é bom tomar cuidado na hora de usar um disco regravável. O programa nem sempre faz as coisas da maneira correta e, para não desperdiçar uma mídia, uma boa idéia é instalar um outro programa de criação de CDs.

Apesar de quase tudo ser muito semelhante ao mundo do Windows, o Linux tem as suas particularidades. Por exemplo, o sistema de diretórios não é exatamente igual. No início você pode se confundir um pouco para encontrar um diretório ou arquivo, mas é só uma questão de mudar de mentalidade e entrar no mundo dos pingüins (o símbolo do Linux).

Figura 4Outro pequeno problema é em relação ao som. Normalmente o Fedora reconhece corretamente as placas de som, vídeo e os drives de CD e DVD, mas você vai notar que nenhum som sai das caixas do micro. Demorou um pouco para descobrir o porquê, mas a explicação é simples: os controles de som (encontrados no tradicional ícone do alto falante) vêm com o seu volume desabilitado. A solução é abrir o controle de volume e habilitar tudo o que quiser. Simples assim (Figura 4).

Até agora, só falamos de algumas poucas configurações e aplicativos do Linux. Na próxima parte desse tutorial vamos falar de outras maneiras de deixar o sistema com a sua cara e como fazer para se conectar à Internet e atualizar programas e o próprio sistema. Até lá!

*Este tutorial contou com a colaboração de Fernando de Oliveira, um dos autores de Linux: Comece Aqui, da editora Campus/Elsevier.







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