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Tutorial: Fotolivro D-Book (Parte 2)
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Julio Preuss - 26/04/2007 - 13:24

Na primeira parte deste tutorial, comentamos o fenômeno dos fotolivros e mostramos como dar início ao seu, usando a versão avançada do programa gratuito D-Book. Agora é o momento de arrumar melhor as fotos nas páginas do livro, já que o recurso de layouts automáticos de que falamos anteriormente nem sempre dá bons resultados. Principalmente se deixamos de girar as fotos para a orientação correta (Figura 11).

Muito daqui para frente é questão de gosto pessoal. Eu, por exemplo, prefiro colocar uma foto de fundo, preenchendo toda a página, do que deixar aparecer o papel vazio, ainda que pudesse pintá-lo de uma cor qualquer ou, como veremos daqui a pouco, usar uma das imagens que vêm com o programa. Para tanto, é só escolher uma foto e mandar definir como fundo. Adiante veremos como deixá-la mais clara, como marca d'água.

Se gostar da idéia, com o tempo você estará tirando fotos especialmente para usar de fundo. Texturas e paisagens com uma grande área uniforme – o céu ou um lago, por exemplo – são ótimas para isso. Como na imagem de fundo do nosso exemplo havia um elemento que precisava aparecer – o Loonie, espécie de pato que é símbolo do Canadá, acabamos tendo que arrumar as outras fotos da página nas laterais (Figura 12).

Na hora dessa arrumação – diagramação, se quisermos soar profissionais – alguns cuidados podem contribuir bastante para um fotolivro com mais cara de livro do que de álbum infantil. Primeiro, trate de usar as ferramentas de alinhamento e dimensionamento de fotos que o programa oferece – a não ser que você opte por uma arrumação deliberadamente caótica, claro.

No exemplo, usamos as ferramentas para deixar as três fotos com a mesma largura e para alinhar as duas da direita com as extremidades da mais alta, à esquerda. Também nos certificamos de que as pessoas (e animais) estavam olhando para o centro da página. Nem sempre é possível fazer isso sem espelhar parte das fotos (algo que, por sua vez, também nem sempre é possível), mas fica melhor.

Só falta a moldura

Reparou como algumas fotos do exemplo anterior acabaram se confundido com o fundo? Quando quisermos evitar isso, ou simplesmente dar uma incrementada num fotolivro, basta lançar mão de um dos inúmeros tipos de molduras que acompanham o programa. De linhas discretas e cantoneiras virtuais a efeitos de gosto duvidoso, como gotas e quebra-cabeças, passando por marca d'água, selos, fitas adesivas e negativos, não faltam opções para destacar suas fotos do resto da página (Figura 13).

Na mesma tela onde escolhemos o tipo de moldura, é possível definir se ela será aplicada apenas à foto selecionada, a todas da página ou ao fotolivro inteiro. Esta última opção é um pouco exagerada, mas também não vá colocar uma moldura diferente para cada foto – um dos maiores erros de iniciantes neste tipo de coisa é querer usar todos os recursos do programa e acabar fazendo uma enorme salada visual.

Em nosso próximo exemplo, usamos apenas molduras pretas, grossas, para destacar as fotos dos túneis do fundo, o céu sobre a mesma estrada (Figura 14). Novamente tomamos o cuidado de deixar as duas fotos do mesmo tamanho e alinhá-las pelo topo. Reparou a linha pontilhada ao redor da página? Ela delimita a chamada “área segura” de impressão e é diferente em uma das laterais por conta do espaço reservado à encadernação. Preste atenção para que as fotos que você não quiser ver cortadas não fiquem muito próximas a essas linhas.

Na próxima página (Figura 15), repetimos a mesma composição, mas desta vez não conseguimos colocar os dois motoristas olhando para o centro da página, pois isso implicaria em colocar um dos volantes do lado errado do carro (coisa que, apesar da colonização inglesa, não existe no Canadá). E aproveitamos o vazio no asfalto para escrever uma legenda. Se você quiser ter legendas em todas as fotos, também pode escrevê-las logo no início, naquela tela de organização do álbum.

Capa, mais fundos e templates

Por falar em escrever, que tal colocar logo o título na capa do fotolivro? É só escolher a aba “Capa”, lá no alto da tela, e clicar na opção “Texto da Capa”, um pouco mais à direita. Dá para arrastar a caixa de texto para o local desejado – o lago, em nosso exemplo – , mas a edição é sempre realizada na janela específica (à esquerda). A seleção do tipo de letra é feita a partir do botão “Fontes”, ao lado do “Texto da Capa” (Figura 16).

Antes de finalizar o livro, vamos dar mais uma olhada nas páginas internas. Se você não tinha uma foto adequada para usar como fundo, sempre pode lançar mão dos modelos que acompanham o programa. Clique na aba “Fundos” da coluna da esquerda (a mesma onde selecionamos as fotos) e escolha um deles (Figura 17). Na prática, não passam de fotos de cores sólidas e texturas – ideais para preencher o fundo da página.

A próxima aba desta coluna contém os templates, modelos de disposição de fotos na página que podem ajudar a organizar suas imagens caso você tenha se arrependido de não optar pela diagramação automática. Novamente, o risco aqui é o programa deixar uma foto pouco relevante maior que a mais importante da página – se isso acontecer, arraste uma para o lugar da outra e torça para ele entender a substituição, pois nem sempre dá certo.

No exemplo (Figura 18), já com o fundo que acabamos de escolher, a foto do esquilo de boca aberta deveria estar no lugar daquela do meio, ao lado do outro esquilo. Que o programa não tenha como adivinhar, a gente até entende. Mas poderia oferecer um métido mais prático de organização. Ah, e manter o espaçamento entre as fotos mais uniforme... repare que a foto da esqueda está mais afastada das outras.

Exportar e imprimir

Na vida real, agora você passaria horas (ou dias) inserindo dezenas de fotos, tentando arrumá-las nas páginas e escrevendo legendas sobre sua maravilhosa viagem. Nós, para adiantar, vamos logo aos finalmentes, clicando na aba “Conclusão” para preparar o livro para a impressão. O título, número de páginas e fotos já estão preenchidos – falta informar nome, sobrenome, e-mail e telefone (Figura 19).

O que o programa fará agora é exportar o conteúdo do fotolivro para dois arquivos diferentes: um tal de “Master Book File”, que é o que será enviado para a empresa, e uma “Prévia em PDF”, para podermos conferir como ficou. Para nos impedir de imprimir tudo em casa, sem dar dinheiro às empresas de revelação, a prévia tem marcas d'água por cima das fotos... e o arquivo master não pode ser aberto em programas comuns. Tudo bem, faz parte do jogo.

Hora de gastar dinheiro, então. Existem três tamanhos de fotolivro: 10x15 cm (fotolivreto), 15x21cm e 29x21, com preços a partir de R$ 24,90, R$ 44,90 e R$ 69,90 (quando este tutorial foi escrito) para a encadernação no padrão revista (fotolivreto) ou espiral (nos demais). Todos podem ser feitos em proporção quadrada, sempre pela menor dimensão (10x10, 15x15 e 21x21, portanto), mas os preços são os mesmos (Figura 20).

Se você quiser capa dura impressa ou com sobrecapa, os preços do tamanho médio sobrem para R$55,90 e R$ 84,90. Os do grande, para R$ 99,90 e R$ 119,90. Todos eles vêm com 20 páginas, mas nos dois tamanhos maiores dá para acrescentar páginas extras por R$ 1,90 e R$ 2,90. Parece caro, mas, como dissemos na primeira parte do tutorial, na ponta do lápis fica mais barato do que imprimir todas as fotos e comprar um bom álbum para organizá-las.







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