Certamente você já ouviu falar sobre a memória cache. Mas existem grandes chances de não saber exatamente do que se trata. Afinal, o assunto é tão complicado que confundiu até mesmo a equipe do WNews. Por isso estamos voltando ao assunto para explicar, historica e tecnicamente, o que é, afinal, a memória cache.
Cache é um tipo de memória, mais rápida e menor que a memória principal, usada para melhorar o desempenho de um processador ou de um programa. Basicamente, trata-se de um repositório de dados, onde ficam armazenadas as informações que precisam de acesso rápido e frequente.
Vamos falar mais a fundo sobre a memória cache do processador, dispositivo com desempenho muito superior ao da memória RAM (também chamada de memória primária), que fica mais próxima do processador e, por isso, leva a uma melhor performance de todo o sistema.
Até certo tempo atrás, os processadores “se comunicavam” diretamente com a memória RAM. Esta, muito mais rápida que o HD, funcionava como “ponte” entre o processador e o disco rígido e guardava os dados usados com frequência e que precisavam de resposta rápida.
Porém, aplicativos, sistemas operacionais e processadores evoluíram muito nos últimos anos e essa comunicação direta com a memória RAM mostrou-se insuficiente. “Foi então que surgiu a memória cache, muito mais rápida e localizada dentro do processador”, explica Fidel Rios, engenheiro de aplicações da Intel.
Novos processadores vieram e, por isso, a memória cache também evoluiu. Rios explica que, hoje, existem três tipos de cache: L1, L2 e L3. “A L1 é a que fica mais “perto” do processador. Além disso, os dados armazenados nela já estão decodificados, preparados para que o processador precise apenas executar a instrução”, detalha o engenheiro. Já a L2, também dentro do processador, não tem as informações decodificadas; e é um pouco maior que a L1.
O engenheiro da Intel esclarece ainda que o cache L3 não está presente em todos os computadores – apenas em servidores, desde 2001, e em desktops a partir da série Core i7 (no caso da Intel). “Antes, com apenas um core, não havia essa necessidade. Hoje, temos um L1 e um L2 para cada core, além do L3, que é compartilhado”, diz.
Para melhorar ainda mais o desempenho das máquinas, outras arquiteturas estão sendo usadas em alguns computadores. Rios revela, por exemplo, que alguns desktops possuem HD com cache, fornecendo um espaço de armazenamento entre o HD e a memória RAM. Outra novidade que, segundo o engenheiro, faz parte das pesquisas da Intel é utilização de uma memória flash dentro da placa-mãe, criando mais um nível de cache entre a RAM e o HD. “Esse dispositivo vai ser tão ou mais rápido que a memória principal”, antecipa.
Como escolher?
Como explicado anteriormente, a memória cache é um dos fatores mais importantes para determinar o desempenho do computador, por isso, é um fator que deve ser levado em conta na hora da compra.
Rios alerta, porém, que além de seu tamanho físico, outros fatores interferem na velocidade da memória. “A cada lançamento, são melhorados os algoritmos de busca. Por isso, às vezes memórias com tamanho menor são mais rápidas”, informa o executivo.
Outro fator que interfere no desempenho do sistema são os softwares utilizados. De acordo com o engenheiro, normalmente aplicativos lançados depois dos processadores têm seu desempenho otimizado para aquele novo hardware, o que melhora a resposta.
O que a memória cache tem a ver com o cache do navegador ou do servidor de internet?
O conceito de cache sempre é o mesmo, ou seja, ser um espaço de armazenamento mais rápido, onde serão guardadas as informações que precisam ser acessadas com frequência e velocidade. Porém são, fisicamente, diferentes.